Os teclados se dividem em quatro grupos principais com funções específicas: arranjadores, sintetizadores, controladores e workstations. Cada um foi pensado para atender necessidades diferentes dos tecladistas.
Mas para que tantos botões em um teclado? Vou usar todas as funções que estão no painel? Para que servem esses nomes estranhos?
Se você já é tecladista, provavelmente tem as respostas para essas perguntas. Mas, caso você esteja iniciando, vamos abordar aqui muitos diferentes aspectos! Nada está ali por acaso. Tudo foi pensado para, de alguma forma, auxiliar os tecladistas do mundo todo em suas mais diferentes necessidades e, também, para novas formas de recriar música sob outras óticas.
Quais são os principais tipos de teclado?
Os teclados existentes no mercado se dividem em grupos com funções muito peculiares. Cada categoria atende a um perfil de uso distinto — do músico solo ao produtor de estúdio — e reúne recursos característicos no painel.
- Arranjadores: destacam-se pela capacidade de reproduzir os mais variados ritmos e acompanhamentos para “a banda de um homem só”, formato em que, geralmente, os tecladistas tocam sozinhos.
- Sintetizadores: são usados para a criação de sons e timbres.
- Controladores: são projetados para controlar programas e synths virtuais. A maioria não possui sons internos, mas é provida de muitos botões endereçáveis, assim como de pads e sliders.
- Workstations: supermáquinas com banco de sons geralmente grande, síntese, superfícies de controle, modos “Piano” e “Órgão” e uma infinidade de outras ferramentas.
Comparativo rápido entre os tipos
| Tipo | Função principal |
|---|---|
| Arranjadores | Ritmos e acompanhamentos para tocar sozinho |
| Sintetizadores | Criação de sons e timbres |
| Controladores | Controle de programas e synths virtuais via botões, pads e sliders |
| Workstations | Banco de sons, síntese, sequenciador, efeitos e sampleamento |
Por que os workstations são chamados de supermáquinas?
Com um teclado workstation, é possível produzir praticamente um disco inteiro. Sua principal ferramenta é o “sequenciador”. Existem modelos que possuem entradas de áudio de linha e, por vezes, de microfone, para captação de guitarras, baixos, vozes ou o que o músico desejar.
Os workstations ainda possuem uma gama de efeitos para serem usados tanto na mixagem como na produção de timbres. A produção de timbres, aliás, é bem explorada nesses teclados, pois é possível alterar praticamente qualquer parâmetro das amostras sonoras existentes nele. Outra função que possuem é a de sampleamento, ou seja, é possível capturar ou ler arquivos de áudio e direcioná-los às teclas desejadas, criando timbres e novas texturas.
Além dos teclados: outros instrumentos de teclas
Além desses tipos de instrumentos de teclas, há pianos digitais, órgãos, instrumentos eletromecânicos e modelos vintage. E, atualmente, ainda temos os iPads e os celulares touchscreen que estão dando o que falar na produção musical!
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Perguntas frequentes sobre tipos de teclado
Qual a diferença entre um arranjador e um sintetizador?
O arranjador é focado em reproduzir ritmos e acompanhamentos, servindo ao formato “banda de um homem só”, em que o tecladista toca sozinho. Já o sintetizador é usado para a criação de sons e timbres.
Um controlador tem sons próprios?
A maioria dos controladores não possui sons internos. Eles são projetados para controlar programas e synths virtuais, e por isso são providos de muitos botões endereçáveis, além de pads e sliders.
O que é o sampleamento em um workstation?
Sampleamento é a função que permite capturar ou ler arquivos de áudio e direcioná-los às teclas desejadas, criando timbres e novas texturas dentro do próprio teclado.
Quais outros instrumentos de teclas existem além desses quatro tipos?
Além de arranjadores, sintetizadores, controladores e workstations, há pianos digitais, órgãos, instrumentos eletromecânicos e modelos vintage. Atualmente, iPads e celulares touchscreen também são usados na produção musical.









