Revolução e aspiração - os vintage icônicos

Sintetizadores e Produção Musical

Revolução e aspiração - os vintage icônicos

Revolução e aspiração - os vintage icônicos

Os sintetizadores vintage continuam sendo a grande aspiração de qualquer tecladista porque, apesar da tecnologia incipiente de três décadas ou mais, suas personalidades sonoras são mais marcantes do que as de qualquer lançamento recente — por isso seus timbres seguem copiados e suas interfaces, simuladas.

Alguns equipamentos modificaram de maneira decisiva a música e a indústria com suas inovações. Conheça dez dos instrumentos mais marcantes da história, aqueles nos quais todo músico gostaria de tocar.

Por que os instrumentos vintage ainda são a maior aspiração dos tecladistas?

A cada dia os instrumentos musicais eletrônicos são aperfeiçoados, incorporando timbres antes nunca imaginados, envelopes complexos e sonoridades cada vez mais realísticas graças ao sampleamento. Ainda assim, os instrumentos vintage continuam sendo a grande aspiração de qualquer tecladista, e um sintetizador analógico monofônico, sem memória, às vezes custa mais caro do que um instrumento de última geração.

Muito pode ser falado sobre os equipamentos lançados no mercado atualmente. Que todos eles trazem grandes possibilidades ao músico, não resta dúvida. Assim como é unanimidade a qualidade sonora e a facilidade de manuseio. Também não se pode negar, porém, que poucos conseguem imprimir uma marca com sua sonoridade.

Embora cada modelo possua características próprias, perceptíveis aos ouvidos mais atentos, a grande variedade de patches faz que esse parâmetro indelével - a personalidade - se perca. Um timbre de piano soa como um piano em um instrumento atual de qualquer marca, obviamente com sua própria personalidade, mas sem nenhuma característica suficientemente forte que o diferencie de todos os outros e o faça ser reconhecido por si só. Apesar da tecnologia incipiente que os instrumentos criados há três décadas ou mais carregam, suas personalidades são mais marcantes do que qualquer lançamento dos últimos anos. Essa é a principal razão pela qual ainda são procurados, seus timbres copiados e suas interfaces com o usuário, simuladas.

O que dá "alma" aos sintetizadores vintage?

Os instrumentistas da época fizeram que os equipamentos ganhassem "alma": cada um deles conseguia extrair o melhor de seu sintetizador, pesquisando, explorando, arriscando e, finalmente, fixando uma nova sonoridade no mundo da música - algo raro em quem hoje explora um teclado de última geração sabendo que ele será obsoleto em poucos meses.

Nada se compara ao "peso" da sonoridade de um sintetizador analógico e, por mais que a amostragem digital e a síntese avancem, as sutilezas da formação do som, os pequenos "defeitos", as diferenças existentes de uma tecla para outra e as incertezas da resultante de uma programação tornam o som mais "natural", enquanto os atuais chegam a ser tão perfeitos que beiram a artificialidade. Para suplantar essa barreira, os programadores, cada vez mais, estão inserindo as características mais marcantes - e menos perfeitas - dos vintage.

Mas não podemos nos esquecer de que os "antiguinhos" tinham seus problemas, e que esses não eram poucos. O que também os torna interessantes, porém, é perceber como tecladistas inspirados venciam os desafios propostos por essas máquinas e conseguiam fazer música de qualidade. Cada nova conquista da tecnologia era aplicada a esses instrumentos e outros desafios eram criados. Alguns equipamentos foram provocadores de uma verdadeira revolução e criaram perspectivas para a indústria de instrumentos musicais eletrônicos, enquanto outros adicionaram pequenas evoluções que se tornaram padrão.

Os dez sintetizadores vintage mais influentes da história

A seguir estão os dez sintetizadores escolhidos como os que mais revolucionaram a criação musical. Algumas máquinas fantásticas ficaram de fora desta lista, mas as apresentadas aqui são, sem dúvida, unanimidades.

InstrumentoAnoCategoriaDestaque principal
ARP 2600 e ARP Odyssey1970MonofônicoPrimeiro sintetizador ARP, com conexões por cabos e três osciladores independentes
Moog Minimoog1970MonofônicoVersão compacta do Modular Moog, com Modulation Wheel e Pitch Bend Wheel
Sequential Circuits Prophet 51978PolifônicoPrimeiro sintetizador polifônico comercialmente viável, com cinco vozes e 40 bancos de memória
Oberheim OBX e OBXa1979PolifônicoIntroduziu split e layer, com arpegiador embutido
PPG Wave1981Híbrido digital/analógicoUm dos primeiros sintetizadores digitais, com quase duas mil formas de onda
E-mu Emulator1981SamplerPrimeiro sampler digital comercialmente interessante, custando abaixo de dez mil dólares
Yamaha DX71983Digital (síntese FM)Sintetizador mais popular já fabricado, com 32 algoritmos de síntese FM
Kurzweil K2501984Sample playerPrimeiro sample player baseado em ROM, com 88 teclas de madeira sensíveis ao toque
Roland D-501987Digital (síntese LA)Primeiro teclado a usar a síntese Linear Arithmetic, com processador de efeitos embutido
Korg M11988WorkstationCriou a categoria workstation, combinando PCM, drum machine, sequencer e efeitos

Sintetizadores monofônicos: ARP 2600, ARP Odyssey e Moog Minimoog

Os primeiros sintetizadores da lista são monofônicos, ou seja, tocam apenas uma nota por vez. O ARP 2600 nasceu como ferramenta de ensino e o Minimoog compactou o conceito modular em um instrumento de shows, ambos lançados em 1970.

ARP 2600 e ARP Odyssey (1970)

Quem assistiu a "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" viu um ARP 2500 em ação. Esse modelo foi o primeiro sintetizador ARP e foi planejado por Alan J. Pearlman para ser utilizado em escolas de música. Sua ideia era criar um instrumento que possuísse as funções básicas da síntese sonora, em módulos para serem interligados. Em vez de utilizar chaves e botões, as conexões eram feitas por cabos para que os alunos pudessem aprender e visualizar melhor os caminhos utilizados, além de baratear os custos.

O modelo 2600 surgiu do desenvolvimento desse sistema. Pearlman colocou gráficos no painel frontal e dotou o sistema de conexões pré-ajustadas de fábrica, que podiam ser modificadas pela adição dos cabos. Com isso, um iniciante em síntese conseguia utilizá-lo, enquanto para desenvolver sistemas mais complexos bastava usar cabos conforme o necessário. Além disso, o fundador da ARP diminuiu o tamanho de seu equipamento, o que permitiu que fosse transportado com "certa facilidade", graças ao gabinete de metal.

  • Três osciladores independentes
  • Cinco formas de onda: pulso, triangular, senoidal, quadrada e dente-de-serra
  • Filtro passa-baixa
  • Ring modulator
  • Envelopes ADSR e AR
  • Saídas estéreo e controle de pan e portamento

Ouça:

  • "Dig Your Own Hole" – Chemical Brothers
  • "Zoo Look" - Jean Michel Jarre
  • "Closer" – Joy Division
  • "Flowers of Romance" – PIL
  • "Who Are You" – The Who

https://www.youtube.com/watch?v=PdLIerfXuZ4

Moog Minimoog (1970)

O Minimoog nasceu do conceito de colocar os recursos básicos do Modular Moog em um sintetizador compacto que pudesse ser programado sem a utilização de cabos. A intenção era permitir aos músicos que utilizavam o sintetizador modular levar a mesma sonoridade para seus shows. O único modelo efetivamente produzido foi o Minimoog D, com alterações em relação ao Modular Moog e seus predecessores (A, B e C), mas com as mesmas características básicas.

  • 44 teclas, com prioridade para a última nota tocada
  • Três osciladores independentes, com frequências desde subsônicas até supersônicas
  • Um dos osciladores pode ser configurado como modulador
  • Entrada de áudio para processar sons externos nos circuitos
  • Painel de controle que pode ser levantado ou abaixado
  • Modulation Wheel e Pitch Bend Wheel, utilizadas até hoje

Ouça:

  • "The Six Wives of Henry VIII", "The Journey To The Centre Of The Earth", "The Myths and Legends of King Artur and The Knights Of Round Table" - Rick Wakeman
  • "Neon Light" – Kraftwerk
  • "Tom Sawyer" – Rush (Geddy Lee)
  • "Relayer" – Yes (Patrick Moraz)
  • "Animals" – Pink Floyd (Rick Wright)

https://www.youtube.com/watch?v=bRfxSLcmx7s

Sintetizadores polifônicos: Sequential Circuits Prophet 5 e Oberheim OBX

Enquanto os monofônicos tocavam uma nota por vez, os polifônicos permitiram executar vários sons simultaneamente. O Prophet 5, de 1978, e o Oberheim OBX, de 1979, foram protagonistas dessa mudança.

Sequential Circuits Prophet 5 (1978)

Descrito em seu lançamento como "5 Minimoogs in one box" (cinco Minimoogs em uma caixa), o Prophet 5 roubou a cena como o primeiro sintetizador polifônico viável e comercialmente interessante. Seu grande trunfo foi a capacidade de conseguir executar cinco notas ao mesmo tempo e armazenar todos os parâmetros de cada timbre em bancos de memória, 40 ao todo. Embora seja considerado uma máquina estritamente analógica, esse equipamento é, na verdade, híbrido analógico/digital, assim como muitos dos sintetizadores que o seguiram.

  • Cinco vozes, com dois osciladores por voz
  • Filtro low-pass
  • Dois geradores de envelope ADSR - um para o filtro e outro para o amplificador
  • Gerador de ruído
  • Pitch e Modulation wheels

Além disso, possui a capacidade de ajustes diferentes para cada uma das 12 notas de uma oitava, permitindo a utilização de escalas de afinação diferenciadas, recurso disponível hoje em vários modelos de synths. A Sequential Circuits desenvolveu também um sequenciador polifônico (não MIDI) compatível com o Prophet 5 e o incorporou a um instrumento - o Prophet 10 - na verdade dois Prophet 5 e um sequenciador no mesmo gabinete.

Ouça:

  • "Shout" – Tears For Fears
  • "Tron – Trilha Sonora" – Wendy Carlos

https://www.youtube.com/watch?v=1682rQdaYCE

Oberheim OBX e OBXa (1979)

A Oberheim lançou o sintetizador OBX em várias configurações: quatro, seis ou oito vozes, com 32 memórias de programa e portamento polifônico. A versão otimizada desse instrumento - chamada OBXa - possui a habilidade de dividir o teclado em duas regiões (split) ou mesclar dois timbres para que sejam executados conjuntamente (layer).

  • Quatro, seis ou oito vozes
  • 32 memórias de programa
  • Portamento polifônico
  • Dois osciladores e dois geradores de envelope
  • Duas formas de onda: pulso e dente-de-serra
  • Arpegiador

A grande inovação fica por conta do conceito da "página 2" no acesso às funções, em que uma segunda função, não descrita no painel, pode ser acessada pelo mesmo conjunto de botões.

Ouça:

  • "Samba L.A." – Chick Corea
  • "Tubular Bells" – Mike Oldfield
  • "Jump" - Van Halen

https://www.youtube.com/watch?v=x0uWxB0JkFo

Samplers e sample players pioneiros: PPG Wave e E-mu Emulator

PPG Wave e E-mu Emulator, ambos de 1981, representam a virada para o mundo digital e do sampleamento, um híbrido digital/analógico e o outro considerado o primeiro sampler comercialmente relevante.

PPG Wave (1981)

Este teclado alemão nunca foi um campeão de vendas, mas é conhecido como um dos primeiros sintetizadores digitais. Híbrido digital/analógico, seus osciladores podiam gerar quase duas mil diferentes formas de onda, algumas criadas a partir de amostras de instrumentos acústicos como sax e piano, e tratá-las por meio dos circuitos analógicos.

No modelo 2.2, apenas períodos muito curtos dos samples podiam ser reproduzidos. Na versão 2.3, foram implementados dois modos de trabalho: um por meio de osciladores analógicos e outro em modo sampler, no qual toda a memória se convertia para a execução das amostras. É possível transferir formas de onda de um modo a outro. Além disso, é multitimbral, podendo reproduzir até oito wavetables ao mesmo tempo.

O painel frontal é dividido em dois setores: o Analog Control Panel, à esquerda, e o Digital Control Panel, à direita. A máquina tem também um sequencer de oito pistas que permite a gravação de funções como alterações de pitch, formas de onda e envelopes de filtro, além de interface MIDI.

Ouça:

  • "Addicted to Love" – Robert Palmer
  • "Underground" – David Bowie

https://www.youtube.com/watch?v=XcATvu5f9vE

E-mu Emulator (1981)

Embora não seja um sintetizador, o Emulator - primeiro sampler digital comercialmente interessante (abaixo dos dez mil dólares) - não poderia ficar fora da lista. Seu nome de batismo na verdade era sampler e foi modificado para Emulator por razões de marketing. Foi concebido como a proposta da E-mu Systems, uma fabricante de sintetizadores, para enfrentar o Fairlight, com custos mais baixos.

Baseado nas experiências do time de engenheiros da E-mu com os chips DMA (Direct Memory Access) utilizados em microcomputadores, o Emulator possuía vários deles juntos, formando um subsistema de memória capaz de reproduzir oito notas ao mesmo tempo. Isso criou a base de todos os samplers atuais: o compartilhamento de memória. O equipamento disponibilizava apenas um filtro passa-baixas com um controle de frequência de corte e não possuía o tradicional envelope de filtro.

Em 1982, a versão 2 chegava ao mercado ainda mais barata e com maiores recursos.

  • Emulator II baseado no mesmo processador Z80 da primeira versão
  • Oito canais de saída de áudio independentes
  • Memória de 1 MB
  • Sistema operacional baseado em disco, com display em LCD
  • Taxa de amostragem de 27,777 kHz e resolução de 8 bits
  • Primeiro modelo com apenas 512 kB de memória e um único disk drive de 5.25", sem hard disk

Ouça:

  • Stevie Wonder – possui o Emulator de número serial 001
  • David Bowie
  • Depeche Mode
  • Tangerine Dream
  • Genesis
  • Philip Glass
  • Herbie Hancock
  • Kraftwerk
  • Marillion
  • New Order
  • Vangelis
  • "Broken Wings" - Mr. Mister

https://www.youtube.com/watch?v=nKhN1t_7PEY

Os sintetizadores digitais que mudaram a síntese sonora

A partir de 1983, quatro lançamentos consolidaram a era digital: Yamaha DX7, Kurzweil K250, Roland D-50 e Korg M1, cada um introduzindo um novo sistema de síntese ou uma nova categoria de instrumento.

Yamaha DX7 (1983)

O DX7 é apenas um membro da família criada pela Yamaha durante a década de oitenta, mas é o sintetizador mais popular já fabricado. O sistema que a série DX utiliza para criar timbres é chamado síntese FM (Frequency Modulation), que consiste em uma série de operadores controlados por um amplificador, configuráveis em 32 diferentes disposições, chamadas algoritmos.

Todo esse sistema foi colocado em um chip e este acoplado a um teclado sensível à velocidade e pressão de toque. Somados a isso, o equipamento ainda oferece polifonia de 16 vozes e interface MIDI. Em sua época, foi uma verdadeira revolução e reescreveu a maneira como a síntese sonora caminharia, além de deixar para trás toda a concorrência.

Ouça:

  • "Ribbon in the Sky" - Stevie Wonder
  • "Love Walks In" - Eddie Van Halen
  • "Take On Me" – A-Ha
  • "The Celts" – Enya
  • "Africa" – Toto (Steve Porcaro e David Paich)

https://www.youtube.com/watch?v=FTQbiNvZqaY

Kurzweil K250 (1984)

O inventor Raymond Kurzweil desenvolveu uma revolucionária máquina de leitura para cegos que "escaneava" materiais escritos e os lia com voz sintetizada. O músico Stevie Wonder, usuário dessa máquina, pediu ao inventor que criasse um instrumento eletrônico que misturasse a riqueza dos sons acústicos com a possibilidade de controle e edição dos sintetizadores. Os engenheiros da Kurzweil desenvolveram, então, o primeiro sample player baseado em ROM, capaz de reproduzir toda a complexidade dos instrumentos acústicos: o K250.

  • 88 teclas de madeira, sensíveis à velocidade de toque
  • Sequenciador de doze pistas e capacidade de doze mil eventos
  • Multitimbralidade de 12 partes
  • Sampler opcional
  • 341 presets
  • Capacidade de reproduzir até 87 splits, seis layers e 31 samples por configuração
  • MIDI e Tape Sync
  • 43 botões de função com LEDs, teclado central alfanumérico e display de duas linhas

Seu "Kurzweil Grand Piano" é, sem dúvida, um dos mais realísticos timbres de piano acústico já produzidos por um instrumento eletrônico. Na realidade, o K250 pode ser considerado a primeira workstation digital de qualidade produzida, embora seu preço não fosse dos mais populares e essa categoria não tenha sido fixada por ele.

Ouça:

  • Stevie Wonder
  • Chick Corea

https://www.youtube.com/watch?v=6KfwqHrX4R0

Roland D-50 (1987)

Em 1987, quando os músicos já estavam ficando cansados dos timbres analógicos e da "frieza" do DX7, a Roland lançou no mercado um novo sistema de síntese sonora: LA (Linear Arithmetic). Esse sistema utiliza 32 "partials" e sete "structures". Até quatro partials podem ser usadas para criar uma única voz, cada uma com um gerador de onda, um filtro e um amplificador variáveis no tempo.

Os geradores de onda podem usar sons PCM armazenados na memória ROM ou uma forma de onda básica. Os sons eram formados por uma onda PCM apenas de ataque (transiente), enquanto os timbres sustentados eram feitos por meio de osciladores com formas de onda como a quadrada e a dente-de-serra. Com a tecnologia LA, a Roland conseguiu timbres mais realísticos do que aqueles produzidos pela síntese FM.

  • Primeiro teclado a utilizar a síntese LA
  • 16 vozes de polifonia
  • 64 patches
  • Processador de efeitos embutido com 16 tipos de reverb
  • Chorus e equalização

Ouça:

  • "Orinoco Flow" - Enya

https://www.youtube.com/watch?v=JU3ygeo-PBg

Korg M1 (1988)

O Korg M1 foi o primeiro teclado a combinar timbres realísticos, baseados em PCM, drum machine, sequencer e processador de efeitos em uma unidade compacta. Disputa com o DX7 o posto de teclado mais vendido da história. Além disso, inaugurou uma nova categoria para os instrumentos musicais: a workstation.

O equipamento apresenta a síntese AI, que processa o sinal por meio de quatro seções: os geradores de onda PCM, o Filtro Digital Variável, o Amplificador Digital Variável e o processador de multiefeitos.

  • Três modos de performance: multi, layer e split
  • Cem alocações de memória
  • Função Multi-Mode com até oito patches em diferentes seções do teclado
  • Sequenciador de oito pistas, com até dez canções e cem patterns
  • Capacidade total de memória de 7.700 eventos (ou 15.400 com RAM card)
  • Dynamic Voice Allocation (Alocação Dinâmica de Vozes)

Seu grande trunfo foi a implementação da Dynamic Voice Allocation, que tira do músico a obrigatoriedade de fixar um número de notas máximo para cada parte multitimbral, trabalho esse realizado pelo próprio software.

Ouça:

  • "Tubular Bells" – Mike Oldfield

https://www.youtube.com/watch?v=j3Kgf_dEWjE

Perguntas frequentes sobre os sintetizadores vintage icônicos

Por que os sintetizadores vintage continuam sendo tão desejados?

Porque, apesar da tecnologia incipiente de três décadas ou mais, suas personalidades sonoras são mais marcantes do que qualquer lançamento recente. Por isso seus timbres continuam copiados e suas interfaces, simuladas.

Qual foi o primeiro sintetizador polifônico comercialmente viável?

O Sequential Circuits Prophet 5, lançado em 1978, descrito na época como "5 Minimoogs in one box". Ele executava cinco notas ao mesmo tempo e armazenava os parâmetros de cada timbre em 40 bancos de memória.

O Yamaha DX7, lançado em 1983, que usa a síntese FM (Frequency Modulation) com 32 algoritmos de configuração dos operadores.

Qual instrumento é considerado o primeiro sampler digital comercialmente interessante?

O E-mu Emulator, de 1981, criado para enfrentar o Fairlight a um custo abaixo de dez mil dólares, reproduzindo oito notas ao mesmo tempo.

Qual teclado criou a categoria "workstation"?

O Korg M1, de 1988, foi o primeiro a combinar timbres PCM realísticos, drum machine, sequencer e processador de efeitos em uma unidade compacta.

O que diferenciou o Roland D-50 dos sintetizadores anteriores?

Ele introduziu a síntese LA (Linear Arithmetic) em 1987 e foi o primeiro teclado da Roland a incluir um processador de efeitos embutido, com 16 tipos de reverb, chorus e equalização.

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Marcio Gati
16 de abril de 2016
Muito ótima a matéria, eu tenho um D50 em perfeito estado e funcionamento, a timbragem é uma loucura.
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