As sonoridades conceituais de Eloy Fritsch

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As sonoridades conceituais de Eloy Fritsch

As sonoridades conceituais de Eloy Fritsch

Eloy Fritsch constrói sua identidade sonora combinando sintetizadores analógicos vintage — como Minimoog, órgão e Korgs analógicos — com tecnologia digital, buscando equilíbrio entre o aspecto intelectual e o sensorial em suas composições.

Quem é Eloy Fritsch?

Eloy Fritsch nasceu em 1968 e iniciou sua carreira musical em 1983, quando criou, com amigos de escola, o grupo de rock progressivo Apocalypse. Desde então atua como tecladista e compositor, participando de gravações e apresentações no Brasil e no exterior.

Em paralelo, desenvolve um projeto de composição em estúdio focado em sintetizadores, samplers, computadores e teclados eletrônicos, tendo lançado onze álbuns instrumentais.

Que reconhecimento internacional suas obras receberam?

Compositor de trilhas para televisão, rádio, teatro, cinema, videoinstalações e documentários, Fritsch teve obras selecionadas para coletâneas lançadas em diferentes países:

  • Le Melleur du Progressif Instrumental (França)
  • Margen (Espanha)
  • E-dition (Holanda)
  • O Melhor da Música Instrumental Brasileira 2006 (Brasil)
  • Coletânea de Música Eletroacústica Brasileira 2009 (Brasil)

Qual sua atuação acadêmica?

Fritsch é autor do livro Música Eletrônica – Uma Introdução Ilustrada. Desde 1999 é professor do Departamento de Música da UFRGS, em Porto Alegre, lecionando Trilha Sonora, Música Eletrônica e Computação Musical na graduação e na pós-graduação em Música. Foi também o idealizador do Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes da UFRGS, complexo de laboratórios dedicado à composição musical auxiliada por computador.

Como é o processo de composição de Eloy Fritsch?

O processo difere para cada composição. Em trilhas sonoras, Fritsch trabalha com referências determinadas pelos diretores; nas demais composições, sente-se mais livre para experimentar alternativas.

Algumas músicas foram compostas na ilha de Florianópolis, onde se sente em sintonia com a família e com a natureza do lugar. Outras foram concebidas diretamente em seu estúdio em Porto Alegre, com uma quantidade mais ampla de recursos de instrumentação. Ele usa o sequenciador para o registro original da música e procura sentar ao teclado para compor com espontaneidade, mantendo o equilíbrio entre o aspecto intelectual e o sensorial. Após o registro original, trabalha no desenvolvimento do discurso musical, na instrumentação e no arranjo.

Quando os timbres passam a fazer parte da composição?

A música de Fritsch é fortemente baseada em sons eletrônicos e utiliza a variedade de possibilidades oferecidas pela tecnologia. Ele compõe no sintetizador e, em várias ocasiões, o timbre usado acaba dando origem à sonoridade final da música — o próprio recurso tecnológico amplia as alternativas usadas no desenvolvimento da composição.

As workstations atuais carecem de personalidade?

Para Fritsch, as music workstations perderam espaço para o computador e o software musical. Ele usa ambos os recursos e mantém à disposição um conjunto de timbres vintage programados em seus teclados.

Parte desse som vem de:

  • Minimoog
  • Órgão
  • Korgs analógicos

Esses timbres vêm sendo usados em discos anteriores e ajudam a construir sua assinatura musical. Fritsch destaca ainda o Korg Kronos e o sistema Karma, usados em seus dois últimos CDs e em apresentações ao vivo no Planetário de Porto Alegre — recursos que, segundo ele, contribuem para a interpretação de suas músicas ao vivo. Em contrapartida, aponta que as bibliotecas sonoras e os programas simuladores atuais são quase imbatíveis na simulação de instrumentos.

Como Eloy Fritsch vê o retorno dos sintetizadores analógicos e modulares?

Fritsch recebe esse retorno com felicidade e cita como exemplo o relançamento do sintetizador modular de Keith Emerson pela Moog, apesar do preço elevado. Há cerca de 15 anos, começou a usar um sintetizador modular em seus álbuns e em apresentações ao vivo com o Apocalypse.

Com esse sintetizador, realizou gravações nos álbuns:

  • Cyberspace
  • Atmosphere
  • Mythology

Segundo ele, foi uma fase muito feliz de exploração e busca de novas sonoridades analógicas.

https://www.youtube.com/watch?v=uMKh7nMIsKo

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Perguntas frequentes sobre Eloy Fritsch

Quando Eloy Fritsch começou sua carreira musical?

Ele nasceu em 1968 e iniciou sua carreira em 1983, quando criou, com amigos de escola, o grupo de rock progressivo Apocalypse.

Quantos álbuns instrumentais Eloy Fritsch lançou?

Ele lançou onze álbuns instrumentais em seu projeto de composição em estúdio, focado em sintetizadores, samplers, computadores e teclados eletrônicos.

Que livro Eloy Fritsch escreveu?

Ele é autor do livro Música Eletrônica – Uma Introdução Ilustrada.

Onde Eloy Fritsch leciona?

Desde 1999 é professor do Departamento de Música da UFRGS, em Porto Alegre, lecionando Trilha Sonora, Música Eletrônica e Computação Musical na graduação e na pós-graduação em Música.

Que equipamentos Eloy Fritsch usa para compor?

Ele utiliza timbres vintage do Minimoog, órgão e Korgs analógicos, além do Korg Kronos com o sistema Karma, combinando esses recursos com computador e software musical.

O que Eloy Fritsch acha do retorno dos sintetizadores analógicos?

Ele recebe esse retorno com felicidade, citando o relançamento do sintetizador modular de Keith Emerson pela Moog. Há cerca de 15 anos usa um sintetizador modular em álbuns como Cyberspace, Atmosphere e Mythology.

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