Paulo Calasans - o músico antenado

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Paulo Calasans - o músico antenado

Paulo Calasans - o músico antenado

Paulo Calasans é pianista, tecladista, arranjador, compositor e produtor musical brasileiro, identificado principalmente por sua atuação na banda do cantor Djavan desde 1988, com participações em álbuns premiados com Grammy Americano e Latino e discos de ouro no Brasil.

Quem é Paulo Calasans?

Nascido em Jundiaí, cidade do interior do Estado de São Paulo, Paulo Calasans começou cedo no estudo do violino por influência de seu pai, também músico. Foi como autodidata ao piano que, adolescente, iniciou-se profissionalmente na música, nos anos 70.

Na década de 1980, produziu novos talentos, como o Grupo Luni, de Marisa Orth, e Os Mulheres Negras, de Maurício Pereira e André Abujamra.

Qual foi a trajetória musical de Paulo Calasans?

A partir de 1981, ao lado de Nico Assumpção, Paulo Calasans iniciou sua longa carreira no cenário da música nacional e internacional, como arranjador, pianista, tecladista, programador, compositor e produtor. Em 1988, entrou para a banda do músico Djavan, artista com o qual é mais facilmente identificado.

Com quais artistas Paulo Calasans já trabalhou?

Durante sua trajetória, Paulo Calasans participou de vários projetos nacionais e internacionais. A lista de artistas com quem trabalhou inclui:

  • Roberto Carlos
  • Caetano Veloso
  • Gilberto Gil
  • Gal Costa
  • Torquato Mariano
  • Arthur Maia
  • Marco Bosco
  • Romero Lubambo
  • Randy Brecker
  • Richard Bona
  • Rodney Holmes
  • Otmaro Ruiz
  • Marcelo Martins
  • Flora Purim
  • Airto Moreira
  • Rita Lee
  • Gilson Peranzetta
  • Hélio Delmiro
  • Zélia Duncan
  • Ana Carolina
  • Jorge Vercillo
  • Beto Guedes
  • Alexandre Pires
  • Flávio Venturini
  • Lulu Santos
  • Memê
  • Marcelo Mariano
  • Cássia Eller
  • Luiz Brasil
  • Vanessa da Mata
  • Ivete Sangalo
  • Oscar Castro Neves
  • Jane Duboc
  • Paulinho Loureiro
  • Vanessa Jackson
  • Luiza Possi
  • Léo Maia
  • Vicente Barreto
  • Emílio Santiago
  • Jorge Benjor
  • Rita Ribeiro
  • Paula Lima
  • Simoninha
  • João Bosco
  • Jair Oliveira

De quais espetáculos e prêmios Paulo Calasans participou?

Paulo Calasans foi maestro de espetáculos como "Tributo a Tom Jobim" (2003) e "Senna in Concert" (2004). Ele também tem participações em álbuns ganhadores de Grammy Americano e Latino e discos de ouro no Brasil.

Conversamos com Paulo Calasans por ocasião do lançamento do álbum Online, gravado em comemoração à parceria de quase 40 anos com o percussionista Marco Bosco, em que baterias eletrônicas dão o tom às composições e intervenções do duo.

Como Paulo Calasans define o álbum Online, feito com Marco Bosco?

Como você definiria esse álbum em sua carreira?

Na verdade, esse disco é mais um, porque não é o primeiro que a gente faz juntos. Isso começou em 1984, no primeiro trabalho que fiz com o Marco Bosco, mais ou menos nos mesmos moldes deste de agora. Para mim, este trabalho não é o começo de uma coisa, mas a continuação do que a gente sempre fez. O diferente disso é que é a primeira vez que viramos um duo, eu assino o disco também, porque, até então, eram discos do Bosco. As composições são nossas, algumas minhas. É um disco nosso, o que nunca aconteceu. O disco tem uma levada muito diferente do que se conhece do trabalho do Paulo Calasans. Ele flerta um pouco com o lounge, por conta dos ritmos eletrônicos.

Era essa a ideia?

Com certeza. A intenção do projeto era essa. Mas acredito que, se formos procurar nas nossas parcerias, mesmo lá de 1982, 1984, já há isso. Já usávamos baterias eletrônicas e teclados. Acho que naquele primeiro disco que fizemos, não há instrumentos acústicos. Eu não toquei piano. Fiz o disco todo com um D-50, se não me engano. Tudo!

O álbum Online tem um apelo mais comercial ou imediatista?

Até pelo título, On-line, isso aproxima o álbum dessa fase em que vivemos de um consumo de música mais imediatista, superficial, que atrai o público mais jovem?

Pode até parecer que o disco tenha um apelo desse tipo, o que não me incomoda em nada. Como eu disse, se compararmos esse disco com o que fizemos em 1984, eles são muito parecidos, mesmo. Quando a gente se encontra para fazer um trabalho, a gente sempre segue essa mesma linha, nunca dependendo do mercado. Tanto que ela é a mesma de 1984 até hoje (risos). Eu acho assim: quando a gente se encontra o resultado é esse. Isso é muito real. (risos)

Quais equipamentos Paulo Calasans usou para gravar o álbum Online?

O que você usou para gravar o Online?

Nas próprias palavras de Paulo Calasans, os principais equipamentos e softwares usados na gravação foram:

  • Arturia, o Oberheim que tem ali
  • Omnisphere, que tem umas somas legais — as guitarras e os sons parecidos com overdrive são todos dele
  • No "Climou", uma voz africana do EXS24, do Logic, somada com synth e um pouco de overdrive
  • Korgs, todos em VST
  • Teclado Motif, para algumas somas, meio Wurlitzer, com acordeon, de um VST do Kontakt
  • Cellos do LA Strings e do Viena
  • Synths do Arturia, das livrarias do Prophet, Minimoog e Oberheim

https://www.youtube.com/watch?v=UaKSqs053J0

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