Estudar música é mais amplo do que estudar piano ou teclado: envolve nove áreas que, se ignoradas, deixam o músico incompleto.
Executar uma canção é somente o produto de um processo e, muitas vezes, na ansiedade de chegar nesse resultado, atropela-se o método e deixa-se de aprender muitas coisas importantes
Por que falar em “estudo da música” e não em “estudo do piano”
Sempre é preferível abordar o “estudo da música” em vez de “estudo do teclado” ou “estudo do piano”. É claro que a ferramenta são as teclas brancas e pretas dispostas horizontalmente, acessíveis às duas mãos, mas seria diminuir - e muito - o assunto “música”, reduzindo-o a apenas “tocar notas”. Infelizmente, não são poucas as pessoas que passam uma vida inteira ignorando a variedade de possibilidades, de caminhos, de coisas que passam despercebidas. É como uma pessoa que não enxerga as cores, mas apenas tons de cinza, e se satisfaz com isso, acreditando que o mundo é preto e branco.
Quais são os assuntos importantes no estudo da música
Os assuntos importantes nesse processo do “estudo da música” são:
- Percepção: treino auditivo, já que a música é invisível;
- Leitura: é a forma visível como a música é transmitida;
- Técnica: os dedos são necessários para produzir som. Como usá-los?;
- Harmonia: como combinar as notas e entender os acordes e cifras, sem ter que, necessariamente, decorá-los;
- Improvisação: criar sonoridades, melodias, frases, sempre no momento, em tempo real;
- Composição: criar e registrar uma ideia musical com possibilidade de repeti-la;
- Arranjo: criar ou modificar harmonias, criar contrapontos, escrever para outros instrumentos;
- Prática em conjunto: tocar com outras pessoas em duo, trio, quarteto e outras formações musicais;
- Conhecimento de tecnologia: utilizá-la como poderosa ferramenta, e não como “muleta”.
Se qualquer um destes tópicos não constar da formação musical de um indivíduo, infelizmente ele é um músico “incompleto” e, em algum momento, surgirão situações em que perceberá, na prática, essas limitações.
Ganhos subjetivos obtidos com o estudo
Alguns outros assuntos mais subjetivos, obtidos nesse estudo:
- Autoafirmação;
- Autorrealização;
- Trabalho em equipe;
- Superação de dificuldades, perseverança;
- Abstração de sentimentos;
- Hobby;
- Memória auditiva;
- Memória motora;
- Coordenação motora;
- Raciocínio lógico.
Como aplicar isso na prática
Procure pensar nesses diversos caminhos e observe se você tem utilizado atalhos para fugir de assuntos que, talvez, não domine bem. Tente controlar sua ansiedade. Tire o pé do acelerador e pise no freio. Procure trabalhar esses tópicos dividindo, separando, aprofundando e desenvolvendo cada um deles. Isso é perfeitamente acessível a qualquer pessoa. E não estou falando para profissionais apenas ou em alto nível de estudo.
Perguntas frequentes
Por que estudar “música” em vez de estudar “piano”?
Porque reduzir o assunto ao instrumento é diminuir a música a apenas “tocar notas”. O piano é a ferramenta, mas o campo de estudo envolve percepção, leitura, técnica, harmonia, improvisação, composição, arranjo, prática em conjunto e tecnologia.
O que caracteriza um músico “incompleto”?
É aquele em cuja formação falta algum dos tópicos essenciais do estudo da música. Em algum momento, na prática, ele perceberá limitações decorrentes dessas lacunas.
Esse estudo é acessível apenas a profissionais?
Não. Trabalhar cada um desses tópicos, dividindo, separando, aprofundando e desenvolvendo, é perfeitamente acessível a qualquer pessoa, e não apenas a profissionais ou a quem está em alto nível de estudo.
Quais ganhos subjetivos o estudo da música proporciona?
Entre eles estão autoafirmação, autorrealização, trabalho em equipe, superação de dificuldades e perseverança, abstração de sentimentos, hobby, memória auditiva e motora, coordenação motora e raciocínio lógico.









