Henrique Portugal é tecladista do Skank e também atua como produtor, sócio da plataforma de música Pleimo, colunista do jornal Estado de Minas e coautor de um livro sobre o Cruzeiro, mantendo forte ligação com tecnologia e com os pedais de teclado que usa em shows e álbuns da banda.
Quem é Henrique Portugal?
Viciado em tecnologia e atento ao novo formato do mercado musical, Henrique Portugal divide as atividades de tecladista da banda mineira Skank com as de produtor e empresário da plataforma de divulgação Pleimo.
O novo formato do negócio da música exige artistas mais bem preparados em diversas disciplinas além das relacionadas à composição e interpretação. Entender como viver de sua arte e como oferecer o melhor produto ao público é o grande diferencial que pode aproximar ou distanciar o artista do sucesso. Henrique Portugal rapidamente aprendeu isso: trabalhando na área de informática e atento ao funcionamento das startups, absorveu a visão empreendedora até se juntar ao Skank e viver de música.
Nesta entrevista, o músico mineiro fala sobre o mercado e, obviamente, sobre timbres e produção.
Quais atividades Henrique Portugal tem além da música?
Além do Skank, Henrique Portugal soma atividades como estúdio, jornal, rádio, futebol, livros, produção e empresas de tecnologia, todas conectadas entre si segundo o próprio músico.
Gosto muito de tecnologia. E sempre tive muita ligação com os artistas independentes. Durante muito tempo fiz um programa de rádio chamado Frente. Há uns dois anos, cheguei à conclusão de que isso era muito legal, muito bacana, mas eu estava apenas dando visibilidade aos artistas. Então, me tornei sócio de uma plataforma de música, o Pleimo, que é uma das formas, daqui para frente, de os artistas poderem viver da própria arte. A história do jornal é que recebi um convite, como sou cruzeirense, do Estado de Minas, o principal jornal do Estado, para escrever uma coluna como torcedor, não com análise técnica de formação tática, e sim a visão do torcedor. Escrevo lá uma vez por semana. Como no ano passado o Cruzeiro foi campeão, fui convidado a escrever um livro sobre o campeonato brasileiro com o jornalista Bruno Mateus. Podem parecer coisas antagônicas, mas na verdade não são: a plataforma tem a ver com o que faço, e no estúdio já produzi alguns artistas. A música está sempre interligada a uma coisa ou outra.
Quando e como o músico interage em todas essas atividades?
Segundo Henrique Portugal, música é algo que gira em torno de sua vida 24 horas por dia, seja trabalhando com o Skank, na plataforma ou conversando com artistas, e o mercado independente ensinou a ele o valor da criatividade.
Eu trabalhava com informática e larguei por causa da banda. Mas a música hoje é algo muito tecnológico e acabei preservando esse lado. Há uma coisa bacana no músico independente: geralmente ele tem recursos mais limitados, então, se você não tem grana, é obrigado a ser criativo. Aprendi muito com isso no mercado independente, para trazer para a banda.
Como é o processo de composição, arranjo e produção de um álbum do Skank?
O Skank sabe que pode fazer um disco sozinho, mas prefere ter um produtor por perto para agregar ideias novas ou apontar excessos, papel que Dudu Marote cumpriu em diferentes fases da banda.
A gente tem essa noção de que uma pessoa de fora pode agregar muito. Dudu Marote sempre foi um parceiro. Fez álbuns com a gente lá atrás, depois voltou a fazer. Sempre funcionou muito bem. Eu sou uma pessoa que gosta muito de sonoridades. Gasto muito tempo com timbres. Tenho vários teclados, de características e épocas diferentes. A gente sabe que certas sonoridades entram na moda, depois saem de moda. Gosto de entender e até usei algumas coisas que há muito tempo eu não escutava em álbum nenhum.
Quais equipamentos e timbres Henrique Portugal usa nos teclados?
Henrique Portugal não costuma abrir muito os timbres dos teclados, mas usa muitos pedais, entre eles vários modelos de delay, e confessa ter uns oito pedais de delay diferentes, cada um com uma característica própria.
Tenho aqueles Moogerfooger todos, originais. E não falo em plug-in, uso pedais. Estou em uma fase de amar delay. Sempre achei muito legal aquela história dos guitarristas que vão fazendo uma base densa e pulsante. Usei muito isso no Estandarte e agora no Velocia, e também no show.
- Um pedal oitavador e dois delays usados no show
- Um Boss RE-20, que simula o RE-201, insertado na mesa e ligado a praticamente todos os teclados
- Um Rainbow Machine, usado no álbum Velocia
- Um Danelectro Reel Echo, simulador de delay de fita, usado na música "Esquecimento"
- Um DM-2 da Boss, pedal de delay antigo e analógico
Confesso que devo ter, sem exagerar, uns oito pedais de delay diferentes, porque cada um tem sua característica. Uns são mais digitais, outros analógicos, e cada um tem um jeito diferente de atuar. Gostei muito de desenvolver essa característica de utilizar pedais.
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Perguntas frequentes sobre Henrique Portugal
O que é a Pleimo?
A Pleimo é a plataforma de música da qual Henrique Portugal é sócio. Segundo ele, é uma das formas de os artistas poderem viver da própria arte a partir de agora.
Por que Henrique Portugal escreve uma coluna no jornal Estado de Minas?
Ele recebeu o convite por ser cruzeirense, para escrever como torcedor, sem análise tática. Escreve a coluna uma vez por semana no Estado de Minas.
Quem produz os álbuns do Skank com Henrique Portugal?
Dudu Marote é apontado como parceiro de produção do Skank. Ele fez álbuns com a banda no passado, se afastou e depois voltou a produzir com o grupo.
Quantos pedais de delay Henrique Portugal tem?
Ele confessa ter, sem exagerar, uns oito pedais de delay diferentes. Segundo ele, cada um tem uma característica própria, sendo alguns mais digitais e outros analógicos.
Em quais álbuns do Skank ele usou o efeito de delay denso?
Henrique Portugal usou essa sonoridade densa e pulsante, inspirada em guitarristas, no álbum Estandarte e também no Velocia, além de reproduzi-la ao vivo.
Qual pedal ele usa no show para simular o RE-201?
Ele usa um Boss RE-20, que simula o RE-201, insertado na mesa de som porque está ligado em praticamente todos os teclados do show.









