Henrique Portugal – As teclas do Skank

Henrique Portugal – As teclas do Skank


41_240-Cópia de skank01102010 581Viciado em tecnologia e atento ao novo formato do mercado musical, Henrique Portugal divide as atividades de tecladista da banda mineira Skank com as de produtor e empresário da plataforma de divulgação Pleimo

O novo formato do negócio da música exige artistas mais bem preparados em diversas disciplinas além das relacionadas à composição e interpretação. E não estamos falando de arranjo e harmonia. Entender como viver de sua arte e como oferecer o melhor produto aos consumidores – no caso, o público – é o grande diferencial que pode aproximar ou distanciar o artista do sucesso. Henrique Portugal rapidamente aprendeu isso. Trabalhando na área de informática e atento ao funcionamento das startups – empresas embrionárias, baseadas em ideias criativas e negócios diferenciados – absorveu muito da visão empreendedora até se juntar ao Skank e viver de música.

Nesta entrevista, o músico mineiro fala sobre o mercado e, obviamente, sobre timbres e produção.

Edit_Velocia-776 credito Weber PáduaAlém da música, você tem uma gama bem variada de atividades, entre estúdio, jornal, rádio, futebol, livros, produção, empresas de tecnologia…
Gosto muito de tecnologia. E sempre tive muita ligação com os artistas independentes. Durante muito tempo fiz um programa de rádio chamado Frente. Há uns dois anos, cheguei à conclusão de que isso era muito legal, muito bacana, mas eu estava apenas dando visibilidade aos artistas. Então, me tornei sócio de uma plataforma de música, o Pleimo, que é uma das formas, daqui para frente, de os artistas poderem viver da própria arte. A história do jornal é que recebi um convite, como sou cruzeirense, do Estado de Minas, o principal jornal do Estado, para escrever uma coluna como torcedor, não com análise “4-3-3”, “o Cruzeiro jogou 3-5-2-“, nada disso. É a visão do torcedor. Escrevo lá uma vez por semana. Como no ano passado o Cruzeiro foi campeão, fui convidado a escrever um livro sobre o campeonato brasileiro  com o jornalista Bruno Mateus. Podem parecer coisas, às vezes, muito antagônicas, mas na verdade não são. A plataforma tem a ver com o que faço. No estúdio, já produzi alguns artistas. A música está sempre interligada a uma  coisa ou outra.

Quando e como o músico Henrique Portugal interage em todas essas atividades?
Música é algo que gira em torno de minha vida 24 horas por dia, quer seja trabalhando com o Skank, ou na plataforma, ou conversando com os artistas. Eu trabalhava com informática e larguei por causa da banda. Mas a música hoje é algo muito tecnológico e acabei preservando esse lado. Há uma coisa bacana no músico independente. Geralmente ele tem recursos mais limitados. Então, se você não tem grana, você é obrigado a ser criativo. Aprendi muito com isso no  mercado independente, para trazer para a banda.

Como é o processo de composição, arranjo e produção de um álbum do Skank?
A gente sabe que pode fazer um disco sozinho, pela nossa experiência. Mas gostamos de ter um produtor por perto, que seja para agregar, para trazer informações novas, ou que seja para falar “galera, estão viajando na maionese…”. É  importante isso. Na verdade, a gente tem essa noção de que uma pessoa de fora pode agregar muito. Dudu marote sempre foi um parceiro. Fez álbuns com a gente lá atrás, depois voltou a fazer. Sempre funcionou muito bem. Eu sou uma pessoa que gosta muito de sonoridades. Gasto muito tempo com timbres. Tenho vários teclados, de características  e épocas diferentes. A gente sabe que certas sonoridades entram na moda, depois saem de moda… Gosto de entender. Falo “acho que a próxima moda que vai virar será essa aqui, por que faz muito tempo que não se utiliza isso”… Até usei  algumas coisas que há muito tempo eu não escutava em álbum nenhum.

SkankStudio2-126Você gosta de mexer nos timbres?
Não abro muito os timbres, mas sempre usei muitos pedais. Tenho aqueles Moogerfooger todos, originais. E não falo em plug-in, não. Uso pedais. Estou em uma fase de amar delay. Sempre achei muito legal aquela história dos  guitarristas que vão fazendo aquela “maçaroca”, aquela base densa e pulsante. Usei muito isso no Estandarte e agora no Velocia. E também no show. Uso um pedal oitavador e dois delays. Um da Boss, o RE-20, que simula o RE-201, é  insertado na mesa, porque está ligado em praticamente todos os teclados. No Velocia, usei um pedal chamado Rainbow Machine. Na música “Esquecimento”, usei um simulador de delay de fita, o Danelectro Reel Echo. Confesso que devo ter, sem exagerar, uns oito pedais de delay diferentes, porque cada um tem sua característica. Uns são mais digitais. De antigo, tenho aquele DM-2, da Boss, que é analógico. Cada um tem um jeito diferente de atuar. Gostei muito de  desenvolver essa característica de utilizar pedais.

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