Sintetizadores virtuais são softwares em formato VST ou stand-alone que criam timbres novos ou emulam sons clássicos, dispensando o hardware dedicado dos sintetizadores tradicionais. Eles se dividem em dois grandes grupos: os que recriam digitalmente instrumentos reais e os que propõem padrões sonoros inéditos.
Cada vez mais disseminados entre músicos e produtores, e alavancados pelos DJs, o uso de soft-synths é a grande ferramenta atual da criatividade
Por que produtores migraram para os soft-synths?
A utilização indiscriminada de loops de áudio na produção fonográfica levou produtores e músicos a buscar alternativas de timbres em nome da renovação sonora. A principal ferramenta encontrada foi o sintetizador, que teve seu tamanho reduzido ao longo do tempo e migrou para os computadores em formato de software.
Hoje é possível encontrar no mercado, em forma de plug-ins VST ou stand-alone:
- Simuladores de sintetizadores clássicos
- Modelos inéditos, com propostas sonoras próprias
- Ferramentas de desenvolvimento de sintetizadores virtuais
Sintetizador serve para imitar sons acústicos?
Ao contrário do que muitos pensam, o sintetizador não é um instrumento cujo objetivo fundamental é imitar sons acústicos. Sua principal utilização é a criação de novos timbres por meio de técnicas de síntese sonora, o que exige conhecimento para uso correto e produtivo.
Para tornar-se um sintetista é preciso prática e muita pesquisa, pois existem várias técnicas que podem ser utilizadas para sintetizar sons — e, por esse motivo, cada modelo possui uma sonoridade específica.
[caption id="attachment_12495" align="alignright" width="300"] Arturia Prophet5[/caption]
Dos Moogs e Prophets à virtualidade
A primeira ideia de timbre que vem à mente ao se falar em sintetizador é a dos teclados clássicos, como os Moogs, Farfisas e Prophets. Eles foram perpetuados por artistas e grupos como Yes, Emerson Lake and Palmer, Pink Floyd, Vangelis e Giorgio Moroder, que tornaram os sintetizadores um marco da nova tecnologia enquanto eram novidade.
Tradicionalmente, os sintetizadores surgiram como evolução dos teclados acústicos e eletroacústicos. Mas os novos sintetizadores não necessitam mais de um hardware específico para prover sons: eles estão inseridos em uma nova fase, a virtualidade.
[caption id="attachment_12498" align="alignright" width="300"] Spectrasonic Omnisphere[/caption]
Quais as vantagens práticas do sintetizador virtual?
Os sintetizadores virtuais são muito mais práticos que os tradicionais com teclas e existem em centenas de opções. Um fator importante é que não é preciso investir no hardware que acompanha o timbre: o músico pode escolher separadamente as teclas de que gosta e os sons que quer usar.
Ao trabalhar com um sintetizador virtual, é possível utilizar um controlador MIDI que apresente melhor sintonia com o gosto do usuário por teclas e recursos. Além disso, se for desejado um som diferente, não é preciso comprar um teclado novo — basta fechar o programa e abrir outro.
Os dois tipos de sintetizadores virtuais atuais
Basicamente, há dois tipos de sintetizadores virtuais: os que procuram emular sons do passado por meio da recriação digital de instrumentos reais e os que propõem novos padrões sonoros. Os primeiros geralmente utilizam uma forma de síntese conhecida como modelagem física, sistema muito mais rico em detalhes do que a metodologia aplicada nos samplers.
| Tipo | Proposta | Técnica típica |
|---|---|---|
| Emuladores | Recriar digitalmente instrumentos reais | Modelagem física |
| Inéditos | Propor novos padrões sonoros | Síntese contemporânea |
Como funciona a modelagem física?
Por mais fiéis que tenham sido as gravações feitas em equipamentos tradicionais, elas sempre serão imutáveis — o que não acontece na modelagem física. Ela pode ser entendida como parte de dois processos: primeiro a excitação, responsável por criar a emissão do som, e em seguida as variantes compostas pelo ressonador, que modela as características do timbre de acordo com suas propriedades físicas.
Um software interessante nessa área é o Pianoteq, que emula um piano acústico pela modelagem física e permite modificar os parâmetros do sintetizador. Dessa forma, é possível criar o instrumento que se imaginar, como um piano de cauda de 10 metros de comprimento, praticamente inviável no mundo natural.
E os instrumentos completamente contemporâneos?
Ainda existem aqueles que vislumbram um “algo a mais” na criação sonora em um mundo repleto de possibilidades, concebendo um instrumento completamente contemporâneo — como é o caso do Reactable.
https://www.youtube.com/watch?v=jtjNU0Fs3og
Perguntas frequentes
O que é um soft-synth?
Soft-synth é um sintetizador em formato de software, disponível como plug-in VST ou aplicativo stand-alone. Ele substitui o hardware tradicional, permitindo criar e manipular timbres diretamente no computador.
Qual é a função principal de um sintetizador?
A principal função do sintetizador é criar novos timbres por meio de técnicas de síntese sonora, e não imitar sons acústicos. Cada modelo possui uma sonoridade específica, já que existem várias técnicas diferentes de síntese.
Preciso de um teclado próprio para usar um sintetizador virtual?
Não é necessário comprar um teclado dedicado. É possível utilizar um controlador MIDI que apresente melhor sintonia com o gosto do usuário por teclas e recursos, e trocar de sonoridade apenas fechando um programa e abrindo outro.
Quais são os dois tipos de sintetizadores virtuais atuais?
Há os que emulam sons do passado por meio da recriação digital de instrumentos reais, geralmente usando modelagem física, e os que propõem novos padrões sonoros, concebendo instrumentos contemporâneos.
O que é modelagem física em síntese sonora?
É uma técnica que reproduz o som em dois processos: a excitação, que cria a emissão sonora, e o ressonador, que modela o timbre segundo propriedades físicas. É mais rica em detalhes do que a metodologia usada em samplers.
O que é o Pianoteq?
É um software que emula um piano acústico por modelagem física e permite modificar os parâmetros do sintetizador. Com ele, é possível criar instrumentos imaginários, como um piano de cauda de 10 metros de comprimento.









