Centro de Música Brasileira apresenta duos flauta e piano e canto e piano

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Centro de Música Brasileira apresenta duos flauta e piano e canto e piano

Centro de Música Brasileira apresenta duos flauta e piano e canto e piano

No dia 22 de agosto, sábado, às 20h, o Centro de Música Brasileira (CMB) apresenta dois duos na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros: flauta e piano com Celina Charlier e Paulo Gori, e canto e piano com Patricia Endo e Dante Pignatari.

[caption id="attachment_11012" align="alignright" width="225"] Paulo Gori[/caption]

O que será apresentado no concerto?

Na primeira parte, a flautista Celina Charlier e o pianista Paulo Gori fazem o recital "Música Brasileira para flauta e piano da Belle Époque à Vanguarda", em homenagem aos 50 anos da "1ª Brasiliana" de Osvaldo Lacerda. Na segunda parte, a cantora Patrícia Endo e o pianista Dante Pignatari apresentam o recital "Alberto Nepomuceno e a invenção da canção brasileira", com textos de poetas como Machado de Assis e Olavo Bilac.

A proposta da Temporada 2015 do Centro de Música Brasileira é diversificar em cada apresentação a variedade de compositores eruditos brasileiros, os instrumentos, a região de cada músico e as diferentes formações.

Qual é o programa completo da primeira parte – flauta e piano?

O recital "Música Brasileira para flauta e piano da Belle Époque à Vanguarda", com Celina Charlier (flauta) e Paulo Gori (piano), inclui as seguintes obras:

  • Osvaldo Lacerda - Brasiliana nº 1* (1965)
    • Dobrado
    • Modinha
    • Mazurca
    • Marcha de Rancho
  • Osvaldo Lacerda - Ostinato para flauta solo** (1995)
  • Gilberto Mendes - Sinuosamente, Veredas*** (1995)
  • Pattápio Silva - Primeiro Amor
  • Ronaldo Miranda - Alumbramentos (2009)
  • Ricardo Tacuchian - Litogravura (2007)
  • Edmundo Villani-Côrtes - Fantasia Sakura**** (2003)
  • Ernesto Nazareth - Apanhei-te, Cavaquinho!

Qual é o programa completo da segunda parte – canto e piano?

O recital "Alberto Nepomuceno e a invenção da canção brasileira", com Patricia Endo (canto) e Dante Pignatari (piano), inclui as seguintes canções:

  • Osvaldo Lacerda - Murmúrio (texto de Cecilia Meireles)
  • Alberto Nepomuceno - Olha-me (texto de Olavo Bilac)
  • Alberto Nepomuceno - Coração triste, Op. 18 nº 1 (texto de Machado de Assis)
  • Alberto Nepomuceno - Trovas, Op. 29
    • nº 1: Com expressão (texto de Osório Duque Estrada)
    • nº 2: Scherzando (texto de Carlos Magalhães Azeredo)
  • Alberto Nepomuceno - Candura (texto de Rabindranath Tagore)
  • Alberto Nepomuceno - Xácara, Op. 20 nº 1 (texto de Orlando Teixeira)
  • Alberto Nepomuceno - Despedida, Op. 31 nº 1 (texto de C. M. Azeredo)
  • Alberto Nepomuceno - Canção da ausência (texto de Hermes Fontes)
  • Alberto Nepomuceno - Turquesa, Op. 26 nº 1 (texto de Luis Guimarães Filho)
  • Alberto Nepomuceno - Soneto (texto de Coelho Netto)
  • Alberto Nepomuceno - Cantigas (texto de Branca de Gonta Colaço)
  • Alberto Nepomuceno - Canto nupcial (do Livro de Ruth, I/16-17)
  • Alberto Nepomuceno - Medroso de amor, Op. 17 nº 1 (texto de Juvenal Galeno)
  • Alberto Nepomuceno - Numa concha (texto de Olavo Bilac)

O que é o Centro de Música Brasileira (CMB)?

O CMB é uma sociedade civil sem fins lucrativos fundada em São Paulo em 18 de dezembro de 1984, que iniciou suas atividades em 1985. Já realizou 306 apresentações em São Paulo e um total de 47 em cidades do interior dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Atualmente é presidido pela pianista Eudóxia de Barros.

O Centro promoveu nacionalmente vários concursos de interpretação:

  • 7 concursos de Canção de Câmara Brasileira
  • 5 concursos de Músicas Brasileiras para Piano
  • 2 concursos de Músicas Brasileiras para Flauta

Quem foi Alberto Nepomuceno e por que suas canções são importantes?

As canções para voz e piano de Alberto Nepomuceno (1864-1920), cerca de setenta peças compostas entre 1887 e 1920, são um dos mais importantes fundamentos da música brasileira do século XX. Da Ave Maria, sua peça de estreia, a A Jangada, escrita no leito de morte, a trajetória delineada pelas canções de Nepomuceno revela um propósito claramente definido: a criação de uma música brasileira.

O principal vetor que norteia essa criação é a língua e sua musicalidade intrínseca, o que fez da canção seu laboratório, onde a música europeia seria flexionada pela poesia nacional. Embora o folclore e a música popular urbana tenham sido uma de suas fontes de inspiração, o nacionalismo musical de Nepomuceno é de ordem diversa do que seria defendido posteriormente pelos modernistas. Nepomuceno acreditava que a música brasileira deveria ser extraída do idioma português falado e cantado no Brasil, já que a relação íntima entre texto e música numa canção faz com que o idioma inevitavelmente molde a melodia.

Elementos eruditos e populares já se vinham misturando na música brasileira desde o início do século XIX, especialmente nos gêneros semieruditos de salão que culminam nos tangos brasileiros de Ernesto Nazareth, com sua mistura de lundu e Chopin. Na canção, temos a modinha, gênero que surge no final do século XVIII e une elementos populares ibéricos e recursos melódicos e vocais da ópera italiana.

A síntese de popular e erudito, de nacional e internacional, que caracteriza a produção musical do Brasil, se dá pela primeira vez de maneira consciente, intencional e continuada nas canções em português de Alberto Nepomuceno. O cancioneiro incorpora modinha, música ibérica, ópera italiana, recitativo wagneriano, música popular urbana e folclórica, romantismo alemão, vanguarda francesa e, acima de tudo, a língua portuguesa falada e cantada no Brasil.

Quem são os intérpretes do concerto?

Celina Charlier

[caption id="attachment_11014" align="alignright" width="225"] Celina Charlier[/caption]

Bacharel em Flauta pela UNESP, Mestre em Flauta e PhD em Flauta pela New York University, desde 1989 Celina tem tocado profissionalmente como solista, camerista e musicista de orquestra, com um repertório que abarca da Música Antiga à música contemporânea de vanguarda, incluindo gêneros brasileiros. Tocou mais de 60 primeiras audições mundiais de músicas para flauta compostas especialmente para ela.

Participou da gravação de inúmeros CDs e tem 4 CDs próprios: "Villani in the Village" (dedicado inteiramente à música de Edmundo Villani-Côrtes) e "Duo Charlier-Peiris Plays VILLANI 80", ambos gravados em Nova York; "Telemann Gem Session", dedicado à música barroca; e "Dia de Lua", de MPB romântica contemporânea.

Radicada há 15 anos em New York, Celina tem intensa carreira como concertista internacional, apresentando-se no Brasil, Argentina, Itália, Malta, França, Estados Unidos, Sri Lanka e Emirados Árabes. Atualmente, dividindo seu tempo entre New York e Abu Dhabi, é "artist in residence" na St Joseph's Church, a igreja católica mais antiga de Manhattan, e Professora Titular de Música na New York University Abu Dhabi. Também atua profissionalmente como regente e arranjadora.

Paulo Gori

Um dos mais importantes pianistas de sua geração, foi em 1978 o primeiro brasileiro premiado no Concurso Internacional de Piano Rainha Elisabeth em Bruxelas, dois anos após sua premiação no Concurso Internacional de Piano de Santander "Paloma O'Shea", na Espanha. Em suas apresentações pela Europa incluíram-se concertos com orquestras como a Bach Solisten da Alemanha e a Orquestra Nacional da Bélgica, além de recitais e concertos de música de câmara.

Tem se empenhado na divulgação da música brasileira, resgatando obras como as "Fantasias Brasileiras" para piano e orquestra de Francisco Mignone e o Concerto para piano e orquestra de Souza Lima. Foi responsável pela première mundial da 2ª Sonata para piano de Villani-Côrtes em 2002 e da 1ª Suíte Brasiliana de Osvaldo Lacerda em 1966.

No concerto comemorativo aos 65 anos da OSB - Orquestra Sinfônica Brasileira -, foi solista no 4º Concerto de Saint-Saëns no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a batuta de Ira Levin. Abriu com recital solo o "Ciclo Contrapontos Vienenses" da Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro, executando obras de Schoenberg, Webern e Berg.

Lançou três CDs em parceria com o violista húngaro-brasileiro Perez Dworecki: "O Canto da Nossa Terra" e "Gaiato" (indicado ao Prêmio Tim de Música 2005), e "Bach & Vivaldi", lançado em 2007. Atualmente dedica-se ao projeto da execução integral dos 24 "Prelúdios" de Claude Debussy, obra que vem apresentando em recitais pelo país. No Equador fez a estreia nacional do Concerto nº 4 para Piano & Orquestra de Villa-Lobos com a Orquestra Sinfônica Nacional do Equador, sob a regência do Maestro Jorge Oviedo.

Patricia Endo

Iniciou seus estudos com a mãe, a soprano Regina de Boer. Após contracenar com Plácido Domingo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, passou a estudar com Rita Patané em Nova York e Luino (Itália). É bacharel em canto pela Faculdade Carlos Gomes, com cursos de aperfeiçoamento na Alemanha e na Hungria.

Foi finalista do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica e em 1993 recebeu o prêmio Bidu Sayão. Mora em Milão desde 1999, onde segue seu aperfeiçoamento com Biancamaria Casoni. Já se apresentou nos principais teatros e salas de concerto do Brasil e realiza turnês pela Europa com regularidade, sempre privilegiando o repertório brasileiro.

Dante Pignatari

Formou-se em piano pela ECA-USP com Caio Pagano, completando sua formação com Daisy de Luca no Brasil e Jorge Federico Osorio (México) em Londres, onde obteve um mestrado (MA) em Music Performance Studies. O doutorado foi defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com a tese "Canto da Língua: Alberto Nepomuceno e a invenção da canção brasileira", a ser publicada pela EDUSP.

Já se apresentou em capitais brasileiras, Inglaterra, Espanha e Alemanha, ministrou cursos livres e palestras-concerto em instituições de São Paulo, e curadorias para a Caixa Federal, Centro Cultural Banco do Brasil e SESCs. Trabalhou na produção, edição e apresentação de programas para a Rádio Cultura FM de 1996 a 2005. Em 1997, coordenou e foi o pianista do projeto poesia paulista-doze canções, que resultou no CD do mesmo nome. Em 2004, editou as Canções para voz e piano de Alberto Nepomuceno (EDUSP). Atualmente é curador de música do Centro Cultural São Paulo.

Informações práticas do concerto

InformaçãoDetalhe
DuosCelina Charlier (flauta) e Paulo Gori (piano); Patricia Endo (canto) e Dante Pignatari (piano)
Data22 de agosto, sábado
Horário20h
LocalSala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico (160 lugares)
EndereçoRua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, São Paulo
Telefone(11) 3039 0500
Apoio culturalCultura Inglesa de São Paulo
IngressoGrátis

Perguntas frequentes

Quando é o concerto do Centro de Música Brasileira?

O concerto acontece no dia 22 de agosto, um sábado, às 20h.

Onde será realizado o concerto?

Na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico, que tem 160 lugares, na Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, São Paulo.

Quanto custa o ingresso?

O evento é grátis.

Quem são os músicos do duo flauta e piano?

Celina Charlier toca flauta e Paulo Gori toca piano no recital "Música Brasileira para flauta e piano da Belle Époque à Vanguarda".

Quem são os músicos do duo canto e piano?

Patricia Endo canta e Dante Pignatari toca piano no recital "Alberto Nepomuceno e a invenção da canção brasileira".

O que é o Centro de Música Brasileira (CMB)?

É uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundada em São Paulo em 18 de dezembro de 1984, que já realizou 306 apresentações em São Paulo e 47 no interior de São Paulo e Minas Gerais. É presidido atualmente pela pianista Eudóxia de Barros.

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