Sintetizadores virtuais

Sintetizadores virtuais


Como conseguir aquele timbre de “Jump”, do Van Halen, ou “Tom Sawyer”, do Rush, no tecladinho de estudo da irmã? Fácil. Basta instalar um sintetizador virtual!

OmnisphereOs sintetizadores virtuais estão tão poderosos que muitos tecladistas veteranos e audiófilos defensores da “coisa real” estão migrando de seus analógicos de coleção para a configuração notebook + controlador, ou até mesmo iPad, tanto em estúdio quanto em apresentações ao vivo. Quem quer a dor de cabeça de carregar trambolhos pesados – bem valiosos, diga-se de passagem – e mal-humorados (desafinam, são suscetíveis à corrente elétrica etc) quando, dentro de um “computadorzinho” com um só jogo de teclas, pode-se ter sons virtualmente tão fiéis quanto os reais? Empresas como Arturia, Native Instruments e Gmedia se especializaram em recriar virtualmente clássicos de outrora e muitas vezes com a benção dos criadores dos originais. Moogs, ARPs 2600, Prophets, Oscars e alguns exclusivos do mundo digital como Omnisphere e AudioSauna, estão ao alcance de produtores que, de outra forma nunca poderiam, se dar esse luxo. No lado dos samplers virtuais, que maravilha poder ter um som de piano acústico Böesendorfer ou de uma bateria DW bem microfonados ao alcance das mãos e ouvidos!

O maior erro de quem está começando é se preocupar em se “armar” de sons, comprando dezenas de bibliotecas e de timbres “prontos” para este ou aquele estilo específico. Então, se cria uma pista, depois outra e, no fim, aquele bumbo supergordo some. “Não consigo ouvir”, “aumenta aí”, “mas agora, não ouço o baixo, aumenta também” e outras frases do tipo são comuns. E mais banal ainda a surpresa quando se descobre que, freqüentemente, aquele som “pronto” dificulta a mixagem, e que é necessário cortar todos os excessos de freqüência para respeitar o baixo etc.

1282474A boa notícia é que a grande maioria desses softwares é bem flexível em termos de programação e na utilização de plug-ins externos para processamento, sejam equalizadores e processadores de dinâmica, efeitos clássicos utilizados em 100% das gravações (reverbs e delays, por exemplo), ou efeitos de total mudança na natureza do som original, como distorções, bitcrushers, vocoders e outros. Ou seja, sabendo o que se deseja, é possível encontrar praticamente qualquer som.

A leitura de manuais é uma das mais importantes formas de aprendizado de quem trabalha com áudio. O que pode levar à pergunta: “Para quê estudar tal sintetizador, se não o possuo?”. Praticamente todos os modelos possuem seções comuns que, salvo alguma nomenclatura específica dos fabricantes, funcionam para a mesma coisa. Basicamente, existem os osciladores, que são os geradores de onda contínua, do tipo senoide, quadrada, serrote, pulso ou outras. Em sintetizadores digitais que trabalham com samples, essas ondas podem ser amostras de instrumentos acústicos como um piano, por exemplo, pronta para ser usada tradicionalmente ou sintetizada agressivamente. Uma seção mixer diz como esses osciladores se comportarão em relação aos outros. Também há seções de envelopes, em que os sons gerados nos osciladores serão manipulados em freqüência (seção filter), tom (seção pitch) e volume (seção amplifier), de acordo com os parâmetros abaixo:

southpole-expedition-part-3-pattern-sequenced-adsr-envelopes-adsr-timingAttack – Nível inicial assim que a nota é tocada;

Decay – Queda de volume que ocorre (ou não) logo após o ataque inicial;

Sustain – Sustentação dos níveis enquanto a nota for “segurada”;

Release – O que sobra quando a nota é “solta”.

Muitos possuem seção de efeitos e outras formas de moldagem, inclusive combinações de síntese. Um exemplo excelente é o Nord Lead, que possui síntese para emulação de analógicos e, também, do tipo FM (Frequency Modulation), técnica utilizada no clássico DX7, da Yamaha, que aliás possui seu primo virtual, o já velhinho FM7 da Native Instruments. Outros sintetizadores poderosíssimos, que misturam sínteses, são os da série Motif, da Yamaha, que devidamente expandido com placas específicas, adiciona literalmente o equivalente a outro teclado com síntese diferente dentro do original, desde a já citada FM, como emulações de analógicos e ultrarealismo em instrumentos de sopro e cordas (síntese VL, também da Yamaha).

cubasesxa1.lUma forma divertida de tentativa e acerto é brincar com sintetizadores virtuais simples como o A1, da Steinberg. As seções estão lá e, mexendo aos poucos e escutando o resultado a cada passo, pode-se ter uma idéia inicial bem realista do que cada uma faz. Por exemplo, no primeiro timbre, quando se abre o A1, na seção LFO (Low Frequency Modulation), girando o botão Speed para aproximadamente 13:00 e o botão Cutoff Modulation na seção Filter, 100% para esquerda ou direita, cria-se um trêmolo bem interessante e agressivo.

Para quem quer começar, vale uma visita ao site freesoftsynth.com

 

 


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