Sintetizadores virtuais

Sintetizadores e Produção Musical

Sintetizadores virtuais

Sintetizadores virtuais

Sintetizadores virtuais recriam digitalmente o som de sintetizadores analógicos clássicos — como os usados em "Jump", do Van Halen, e "Tom Sawyer", do Rush — dentro de um notebook, controlador ou iPad, sem o peso, a desafinação e a sensibilidade à corrente elétrica dos equipamentos reais.

Por que músicos estão trocando sintetizadores analógicos por virtuais?

Os sintetizadores virtuais estão tão poderosos que muitos tecladistas veteranos e audiófilos estão migrando para a configuração notebook + controlador, ou até iPad, tanto em estúdio quanto em apresentações ao vivo, evitando o peso e as desafinações dos analógicos.

Empresas como Arturia, Native Instruments e Gmedia se especializaram em recriar virtualmente clássicos como Moogs, ARPs 2600, Prophets e Oscars, muitas vezes com a benção dos criadores originais, além de opções exclusivas do mundo digital como Omnisphere e AudioSauna. No lado dos samplers, é possível acessar sons de piano acústico Böesendorfer ou de bateria DW bem microfonados.

Qual é o maior erro de quem está começando com sintetizadores virtuais?

O maior erro de iniciantes é se preocupar em "armar-se" de sons, comprando dezenas de bibliotecas e timbres prontos para estilos específicos antes de entender a mixagem.

Ao criar várias pistas com sons prontos, é comum que elementos como o bumbo "somam" na mixagem, gerando frases como "não consigo ouvir" ou "aumenta aí". Frequentemente, esses sons prontos dificultam a mixagem, exigindo corte de excessos de frequência para respeitar o baixo e outros instrumentos.

A grande maioria desses softwares é flexível na programação e na utilização de plug-ins externos de processamento, entre eles:

  • Equalizadores e processadores de dinâmica
  • Efeitos clássicos como reverbs e delays
  • Efeitos de transformação total do som, como distorções, bitcrushers e vocoders

Sabendo o que se deseja, é possível encontrar praticamente qualquer som.

Como funcionam as seções de um sintetizador virtual?

A leitura de manuais é uma das formas mais importantes de aprendizado em áudio, mesmo para quem não possui o sintetizador estudado, já que praticamente todos os modelos compartilham as mesmas seções básicas.

Os osciladores são os geradores de onda contínua, do tipo senoide, quadrada, serrote, pulso ou outras. Em sintetizadores digitais que trabalham com samples, essas ondas podem ser amostras de instrumentos acústicos, como um piano, prontas para uso tradicional ou para síntese agressiva. A seção mixer determina como esses osciladores se comportam entre si.

As seções de envelope manipulam o som gerado pelos osciladores em frequência (seção filter), tom (seção pitch) e volume (seção amplifier), de acordo com quatro parâmetros:

  • Attack – nível inicial assim que a nota é tocada
  • Decay – queda de volume que ocorre (ou não) logo após o ataque inicial
  • Sustain – sustentação dos níveis enquanto a nota é "segurada"
  • Release – o que sobra quando a nota é "solta"

Quais sintetizadores combinam diferentes tipos de síntese?

Muitos sintetizadores virtuais possuem seção de efeitos e outras formas de moldagem, incluindo combinações de síntese, como demonstram os exemplos do Nord Lead e da série Motif.

O Nord Lead possui síntese para emulação de analógicos e também do tipo FM (Frequency Modulation), técnica utilizada no clássico DX7, da Yamaha, que possui seu próprio sintetizador virtual, o FM7, da Native Instruments. Já os sintetizadores da série Motif, da Yamaha, quando devidamente expandidos com placas específicas, adicionam o equivalente a outro teclado com síntese diferente dentro do original, incluindo FM, emulações de analógicos e ultrarrealismo em instrumentos de sopro e cordas por meio da síntese VL, também da Yamaha.

Como praticar com um sintetizador virtual simples?

Uma forma divertida de aprender é experimentar sintetizadores virtuais simples, como o A1, da Steinberg, mexendo em cada seção e ouvindo o resultado a cada ajuste.

Por exemplo, no primeiro timbre do A1, ao girar o botão Speed da seção LFO (Low Frequency Modulation) para aproximadamente 13:00 e o botão Cutoff Modulation da seção Filter 100% para a esquerda ou direita, cria-se um trêmolo agressivo. Para quem quer começar, vale uma visita ao site freesoftsynth.com.

Perguntas frequentes sobre sintetizadores virtuais

O que é um sintetizador virtual?

É um software que roda em computador, tablet ou controlador e recria digitalmente o som de sintetizadores analógicos clássicos e de instrumentos acústicos, permitindo obter timbres como os usados em "Jump", do Van Halen, ou "Tom Sawyer", do Rush.

Quais empresas fabricam sintetizadores virtuais?

Empresas como Arturia, Native Instruments e Gmedia se especializam em recriar virtualmente sintetizadores clássicos, como Moogs, ARPs 2600, Prophets e Oscars, além de opções exclusivas do mundo digital, como Omnisphere e AudioSauna.

Qual é o maior erro de quem está começando com sintetizadores virtuais?

O erro mais comum é comprar dezenas de bibliotecas e timbres prontos antes de entender a mixagem, o que costuma dificultar o processo e exigir corte de excessos de frequência para respeitar outros instrumentos, como o baixo.

O que significam os parâmetros Attack, Decay, Sustain e Release?

São os parâmetros da seção de envelope de um sintetizador: Attack é o nível inicial ao tocar a nota, Decay é a queda de volume após o ataque, Sustain é a sustentação enquanto a nota é segurada, e Release é o que resta quando a nota é solta.

Que sintetizador é indicado para quem quer praticar sem gastar?

O A1, da Steinberg, é citado como um sintetizador virtual simples para experimentação, permitindo entender o funcionamento de cada seção ao ouvir o resultado dos ajustes, como o trêmolo criado ao girar os botões Speed e Cutoff Modulation.

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