Oswaldinho do Acordeon foi o primeiro músico brasileiro a testar o Roland FR-7 V-Accordion, em 2004, tornando-se representante do instrumento no Brasil por unir em um só equipamento o acordeon acústico e o MIDI que ele antes carregava separadamente.
Quem é Oswaldinho do Acordeon
Carioca, filho de Pedro Sertanejo, precursor do forró em São Paulo, Oswaldinho do Acordeon mudou-se para São Paulo aos oito anos onde iniciou-se no piano. Aos doze anos já tocava acordeon profissionalmente com o pai na gravadora Continental e em diversos forrós.
Em 1976 conheceu o professor italiano Dante D’Alonzo e começou a estudar para valer. O talento raro lhe rendeu uma bolsa no Conservatório Dante, de Milão. "No exterior as chances de aperfeiçoamento são maiores, pois o instrumento é bastante difundido", explica.
Oswaldinho tem 23 discos gravados, sendo alguns deles gravados no exterior. Trabalhos que com certeza o inserem no contexto de um dos melhores acordeonistas do mundo.
Parcerias e festivais internacionais
Seu currículo registra gravações com as principais estrelas da MPB e também com artistas internacionais. Além dos discos, participou de grandes festivais brasileiros e do exterior, e teve a oportunidade de abrir o show de Al Jarreau, na França.
Entre os artistas com quem gravou estão:
- Elba Ramalho
- Edson Cordeiro
- Caetano Veloso
- Jackson do Pandeiro
- Lobão
- Raul Seixas
- Ney Matogrosso
- Nara Leão
- Milton Nascimento
- Paul Simon
- Manu Di Bango
- Didier Lockwood
- Cassiopéia
Entre os projetos e festivais de que participou:
- Pixinguinha
- USTOP
- Free Jazz Festival
- Festival de Montreal
- Rock in Rio I e II
- Festival de Jazz de Montreux – Suíça
- Festival de Jazz de Chateauvallon – França
- Juan Les Pins – França
- Blue Note – Nova Iorque
- Ball Room – Nova Iorque
- Festival de Amiens – França
Como foi o primeiro contato com o Roland FR-7 V-Accordion
Em 2004, assim que o V-Accordion chegou ao Brasil, o presidente da Roland, Sr. Takao Shirahata, convidou Oswaldinho para ser o primeiro músico brasileiro a testar o instrumento. O encontro aconteceu na sede da empresa em Cotia.
"Eu recebi um telefonema do Takao pra fazer uma reunião com ele lá em Cotia e conhecer a empresa. Foi quando ele me apresentou pela 1ª vez o instrumento ROLAND FR-7, que tinha acabado de chegar ao Brasil."
"Ele queria saber o que eu achava do instrumento e então o meu primeiro contato foi uma surpresa, pois eu não sabia que a Roland já estava neste caminho de lançar acordeon. Foi uma surpresa enorme ver a tecnologia deste instrumento e eu acabei sendo convidado para ser o representante do V-Accordion no Brasil."
Qual o diferencial do V-Accordion FR-7 em relação ao acordeon acústico
Segundo Oswaldinho, o V-Accordion FR-7 resolveu um problema prático de transporte, ao concentrar em um só instrumento o acústico e o MIDI que ele usava em separado. A comparação que ele faz entre os dois formatos aparece na tabela abaixo.
| Aspecto | Acordeon acústico (uso anterior) | Roland FR-7 V-Accordion |
|---|---|---|
| Quantidade de instrumentos no show | Dois (um MIDI e um acústico) | Um único instrumento |
| Peso a transportar | Maior | Diferença sentida "logo de cara" |
| Cor e timbres | Limitados ao acústico | Múltiplas possibilidades de timbres |
"A diferença que eu senti logo de cara, comparado ao instrumento que eu tenho (que é um acordeon acústico) e o qual eu mais trabalhei no Brasil, foi o peso do instrumento, a cor e as possibilidades de timbres. Porque antes eu usava dois instrumentos, um MIDI e um acústico, e nesse eu uso os dois em um só. Resolveu muito o meu problema de carregar 2 instrumentos em um show."
Como foi participar do Festival Roland V-Accordion
Oswaldinho participou da seleção dos finalistas, atuou como jurado e fez um show com sua banda na noite da grande final. Para ele, foi o primeiro festival de acordeon organizado que viu, e o principal fator foi a presença de músicos profissionais de primeiro gabarito.
"Quem se apresentou ali foram músicos profissionais, músicos de primeiro gabarito, acostumados com estúdio, acostumados com gravações. Eles estavam demonstrando como explorar todos os recursos do instrumento, que era o nosso objetivo."
Sobre o papel de jurado, ele destaca a dificuldade de escolher apenas um vencedor entre cinco amigos de profissão, mas considera gratificante ter estado com os demais colegas do júri e ter feito um show entre amigos.
A relação com Sivuca, Mário Zan e Dominguinhos
Em 2006, Oswaldinho, Mário Zan e Dominguinhos estiveram no auditório da Roland, em Pinheiros/SP, gravando um especial sobre o acordeon. Logo depois ocorreu o falecimento de Mário Zan, o que tornou a gravação uma entrevista histórica.
"Essa entrevista que nós fizemos ficou como uma entrevista histórica, porque foi o último contato pessoal que tive com Mário Zan, que foi meu ídolo logo quando eu cheguei em SP."
Sobre Dominguinhos, Oswaldinho afirma ser uma pessoa que respeita muito e que o ajudou na carreira, através da família nordestina comandada por seu pai. Já a relação com Sivuca ele descreve como quase uma relação de pai para filho, um homem que o inspirou sinfonicamente e no qual ele se espelhou para ser acordeonista, e não simples sanfoneiro, com conhecimento para tocar com orquestra.
Mensagem aos acordeonistas iniciantes
Ao finalizar, Oswaldinho deixa uma mensagem direta a quem começa a estudar acordeon: seguir estudando e se aproximar da tecnologia digital. Para ele, a era da informática chegou ao acordeon e quanto mais o músico se aprimorar nela, mais trabalho terá no campo artístico.
"Primeiro: continuar estudando; segundo: droga e música não combinam, o que combina é estudar. Tocar faz bem pra alma, a música é um paliativo, é um remédio pra esse mundo de hoje conturbado e quanto mais tecnológico vocês forem, mais vantagens vocês terão."
Ouça aqui a música produzida por Oswaldinho e banda usando o V-Accordion FR-7.
Perguntas frequentes
Quem foi o primeiro músico brasileiro a testar o Roland FR-7 V-Accordion?
Oswaldinho do Acordeon foi o primeiro músico brasileiro a testar o Roland FR-7 V-Accordion. O convite partiu do então presidente da Roland no Brasil, Sr. Takao Shirahata, em 2004, assim que o instrumento chegou ao país. Após esse primeiro contato, Oswaldinho foi convidado a ser o representante do V-Accordion no Brasil.
Quando o V-Accordion chegou ao Brasil?
O V-Accordion chegou ao Brasil em 2004. Foi nesse momento que o presidente da Roland, Sr. Takao Shirahata, entrou em contato com Oswaldinho do Acordeon para apresentar o instrumento em uma reunião na sede da empresa, em Cotia.
Qual a principal vantagem do FR-7 em relação ao acordeon acústico, segundo Oswaldinho?
Segundo Oswaldinho, a principal vantagem é reunir em um só instrumento o acústico e o MIDI que ele usava separadamente. Além disso, ele destaca o peso, a cor e as possibilidades de timbres. Com o FR-7, ele resolveu o problema de carregar dois instrumentos em um show.
Quantos discos Oswaldinho do Acordeon tem gravados?
Oswaldinho tem 23 discos gravados, sendo alguns deles gravados no exterior. Segundo o texto, são trabalhos que o inserem no contexto de um dos melhores acordeonistas do mundo.
Quando Oswaldinho começou a estudar acordeon formalmente?
Aos doze anos ele já tocava acordeon profissionalmente com o pai, na gravadora Continental e em forrós. Em 1976 conheceu o professor italiano Dante D’Alonzo e começou a estudar para valer, o que lhe rendeu uma bolsa no Conservatório Dante, de Milão.
Que mensagem Oswaldinho deixa aos acordeonistas iniciantes?
Ele orienta os iniciantes a continuar estudando e a afirmar que droga e música não combinam. Também destaca que a era da informática chegou ao acordeon: quanto mais o músico se aprimorar na tecnologia digital, mais oportunidades terá no campo artístico.









