Morre David Bowie, aos 69 anos

Morre David Bowie, aos 69 anos


david-bowie-nuovo-album-blackstar-2016Morreu, neste dia 10 de janeiro, o lendário cantor e compositor britânico David Bowie, vitimado pelo câncer

“David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família depois de uma corajosa batalha de 18 meses contra o câncer”, afirmou um comunicado publicado nas redes sociais. “Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, pedimos respeito à privacidade da família nesse momento de luto”, acrescentou a nota. Foi assim que o mundo soube que Bowie – que havia acabado de lançar seu mais novo álbum na última sexta-feira, ao completar 69 anos – havia morrido, em notícia divulgada em suas páginas oficiais do Facebook e do Twitter.

Blackstar, o álbum com que Bowie escolheu despedir-se, foi muito bem acolhido pela crítica, sendo descrito como um disco ousado e inspirado pelo jazz. No recente videoclipe para a canção “Lazarus” (nome do musical co-escrito por Bowie e pelo dramaturgo irlandês Enda Walsh que se encontra em cena na Broadway), realizado por Johan Renck, Bowie surge magro e envelhecido, deitado em uma cama de hospital, cantando: “Look up here, I’m in heaven/ I’ve got scars, that can’t be seen/ I’ve got drama, can’t be stolen/ Everybody knows me now” (Olha aqui, eu estou no céu / Tenho cicatrizes, que não podem ser vistas / Tenho drama, que não pode ser roubado / Todo mundo me conhece agora). Agora, mais do que uma canção ou um vídeo premonitório, pode ter-se a leitura de que a totalidade do álbum era quase um testamento, uma espécie de carta de despedida.

O popstar inglês nunca se limitou a ser apenas um cantor e compositor maravilhoso que influenciou toda a cultura pop. Ele foi além da música, dedicando-se também à carreira de ator: atuou em mais de 30 filmes e séries de TV, de 1967 a 2009, além de várias peças de teatro. E, em muitas dessas obras, entregou atuações antológicas.

 

Homenagens

Nesta segunda-feira, o produtor e músico Tony Visconti, seu colaborador desde os anos 1960, publicou no Facebook uma nota que atribui sentido a essa leitura, dando a entender que o astro sabia da morte iminente. “Fez sempre o que quis”, escreveu. “Queria fazer as coisas à sua maneira e da melhor forma. A morte foi como a sua vida – uma obra de arte. Fez Blackstar para nós como presente de despedida. Há um ano que eu sabia que ia ser assim. No entanto, não estava preparado. Era um homem extraordinário, cheio de amor e vida. Estará sempre conosco. Por enquanto, o que há a fazer é chorar.”

Desde que a morte foi anunciada, as redes sociais foram inundadas. No Twitter, registaram-se três milhões de mensagens até às 12h30. Os Rolling Stones lamentaram o desaparecimento de “um artista extraordinário” e Iggy Pop recordou a amizade com Bowie como “a luz” da vida dele. Madonna disse ter ficado “devastada”, enquanto Kanye West e os Pixies admitiram reverenciar o músico.

Da Alemanha chegou um agradecimento por ter ajudado a derrubar o Muro de Berlim, como escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros no Twitter, apelidando-o de “herói” – recorde-se que foi na Alemanha dividida, onde viveu uma temporada na década de 1970, que gravou três álbuns. A morte do criador de “Space Oddity” e “Life on Mars” também foi lamentada no espaço, com uma mensagem do astronauta Tim Peake a partir da Estação Espacial Internacional.

Na Inglaterra, naturalmente, as reações foram mais expressivas, com o primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, declarando no Twitter que Bowie “era um mestre da reinvenção, que sempre a fez bem”, enquanto o líder trabalhista, Jeremyn Corbyn, considerou que “foi um grande músico e grande artista”. Na França, o primeiro-ministro, Manuel Valls, afirmou que era “um artista fora de série” e “um herói do rock”.

Entre os muitos músicos e artistas que prestaram tributo hoje à morte do astro, Jordan Ruddess postou este vídeo em sua página no Facebook com a seguinte legenda: “Aqui está meu tributo musical ao icônico David Bowie, com quem, graças ao meu amigo Tony Visconti, tive a grande experiência de trabalhar em 2002 no álbum Heathen. Aqui está a sua canção clássica, “Space Oddity” tocada em minha casa, esta manhã, depois de ouvir a notícia muito triste.”

 

 

 

 

 

 

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