Estudar escalas ao piano serve para dominar o dedilhado em todas as tonalidades e moldar a mão ao formato do teclado, facilitando a execução de peças eruditas, populares e a improvisação. O estudo técnico-mecânico deve ser acompanhado de análise teórica sobre as possibilidades harmônicas e melódicas.
Por que as escalas são fundamentais ao piano
As escalas são base de grande parte da produção musical ocidental e devem ser objeto de constante dedicação, tanto para o domínio de suas formas quanto para o processo de moldar a mão ao formato do teclado. Sem a atenção necessária, viram repetição entediante — mas seu aprendizado vai muito além disso.
Com o correto estudo das escalas, o aluno passa a dominar o dedilhado nas mais variadas tonalidades, o que facilita a execução de peças, tanto do repertório erudito quanto do popular, e a improvisação. Além disso, o estudo técnico-mecânico deve ser acompanhado de uma análise teórica sobre as possibilidades harmônicas e melódicas existentes.
A passagem do polegar é o principal desafio
O maior benefício — e desafio — no estudo das escalas é a passagem do polegar por baixo da mão e desta por cima dele. Esse artifício permite a execução de linhas melódicas compostas sobre graus sucessivos com sonoridade constante e legato perfeito, praticamente impossíveis de serem conseguidos sem ele.
Essa é a forma mais disseminada de dedilhado, desenvolvida ao longo da história dos instrumentos de teclas.
Comece pela escala de Dó Maior
A escala de Dó Maior é considerada a de execução mais fácil dentre as maiores porque utiliza apenas as teclas brancas do instrumento. Deve, contudo, ser estudada com atenção e cautela, até que os movimentos estejam automatizados, pois disso dependerá o aprendizado de todas as outras que se seguem. Exercícios preparatórios são imprescindíveis.
Exercícios preparatórios para a passagem do polegar
Os exercícios iniciais isolam a movimentação do polegar do resto dos movimentos. Devem ser executados em andamento lento e com contagem precisa, usando a pausa para posicionar o polegar sobre a próxima nota.
- Exercício 1: prende as notas Ré e Mi com os dedos 2 e 3 enquanto o polegar faz a passagem por baixo deles.
- Exercício 2: trabalha da mesma forma, utilizando a próxima passagem do polegar, sob os dedos 2, 3 e 4.
- Movimentação: deve ser horizontal, sem qualquer rotação ou flexão do pulso, para expandir o raio de ação do polegar e aumentar a precisão.
- Mão esquerda: o mesmo deve ser feito em movimento contrário (exercícios 1 e 2).
Da passagem estática ao movimento completo
Quando dominada a passagem do polegar com as notas presas, deve-se estudá-la com movimento (exercícios 3 a 8).
Em seguida, deve-se estudar toda a escala, primeiramente com as mãos separadas e, depois, com as mãos juntas, em movimento contrário. O movimento paralelo deve ser estudado somente após o movimento contrário estar completamente dominado.
Sol, Ré, Lá e Mi seguem o mesmo dedilhado
As escalas maiores de Sol, Ré, Lá e Mi seguem o mesmo dedilhado da escala de Dó Maior e devem ser estudadas da mesma forma. A cada acréscimo de um sustenido, a mão começa a adquirir a forma do teclado, posicionando o polegar sobre as teclas brancas e os outros dedos sobre as pretas. Essa configuração será importantíssima para o estudo das escalas com bemóis e das com mais de quatro sustenidos. Bom estudo!
Perguntas frequentes sobre o estudo de escalas
Para que serve estudar escalas ao piano?
O estudo das escalas permite dominar o dedilhado nas mais variadas tonalidades e moldar a mão ao formato do teclado. Isso facilita a execução de peças do repertório erudito e popular, além da improvisação. O trabalho técnico-mecânico deve ser acompanhado de análise teórica sobre possibilidades harmônicas e melódicas.
Por que a passagem do polegar é tão importante?
Porque é ela que permite executar linhas melódicas sobre graus sucessivos com sonoridade constante e legato perfeito, algo praticamente impossível sem esse artifício. Trata-se da forma mais disseminada de dedilhado, desenvolvida ao longo da história dos instrumentos de teclas.
Por qual escala devo começar?
Pela escala de Dó Maior, considerada a de execução mais fácil dentre as maiores porque utiliza apenas as teclas brancas. Ela deve ser estudada com atenção e cautela até que os movimentos estejam automatizados, pois disso dependerá o aprendizado de todas as escalas seguintes.
Devo estudar em movimento paralelo ou contrário primeiro?
Primeiro com as mãos separadas, depois com as mãos juntas em movimento contrário. O movimento paralelo deve ser estudado somente após o movimento contrário estar completamente dominado.
Como o pulso deve se comportar durante a passagem do polegar?
A movimentação deve ser horizontal, sem qualquer rotação ou flexão do pulso. Desse modo, o raio de ação do polegar se expande e a precisão aumenta.









